A indignação <br>de quem veste farda
As três associações profissionais de militares decidiram realizar, no dia 17 de Outubro, um encontro para «debater e analisar a situação social, profissional e assistencial dos seus representados e respectivas famílias, bem como as consequências das medidas constantes no projecto de Orçamento do Estado para 2013, ponderando eventuais acções». O encontro de militares, nestes termos, consta no comunicado conjunto emitido após a reunião das direcções das associações de Praças, Sargentos e Oficiais, que teve lugar dia 26. No dia anterior, na Casa do Alentejo, em Lisboa, a ANS e a AP promoveram uma reunião de militares, com especial atenção à situação dos que estão em regime de contrato.
Num encontro com associações congéneres de Espanha, a 6 de Setembro, a ANS, a AOFA e a AP tinham decidido transpor para um manifesto as apreciações comuns sobre a situação actual, bem como tornar pública a sua solidariedade com os cidadãos «submetidos a cortes sociais resultantes do regime de austeridade, de tal modo que estes sintam que os militares partilham plenamente das suas preocupações e reivindicações». Num comunicado de 17 de Setembro, a AP repudiou as medidas apresentadas nos dias 7 e 11, por Passos Coelho e Vítor Gaspar, e sugeriu mesmo a demissão do primeiro-ministro.
A ASPP/PSP decidiu convocar para 6 de Novembro, em Lisboa, uma manifestação nacional de polícias, independentemente da sua filiação sindical, contra a falta de resolução de problemas que se arrastam desde 2010. Para 24 de Outubro, a APG marcou uma acção de protesto dos profissionais da GNR.